O Começo da Vida

“Quando você dá atenção ao começo da história ela pode mudar por inteiro”

Fonte: Reprodução/O Começo da Vida

O nascimento de uma criança marca o início de um novo ciclo. Além do nascimento do filho, nasce também uma mãe. E como toda mudança, a adaptação durante esse período não é simples e muito menos fácil. A tristeza após o parto atinge de 50% a 80% das mulheres em média no terceiro dia pós parto, dura alguns dias e desaparece espontaneamente. Mas a mulher que evolui para uma depressão pós parto pode se sentir incapacitada, com dificuldade de realizar as tarefas do dia a dia e também demonstrar apatia e desinteresse por tudo que as cerca – de acordo com o psiquiatra Frederico Navas Demetrio em entrevista com o médico Dráuzio Varella.

Mas a depressão não é exclusiva para as mães. Dados da Organização Mundial de Saúde, em 2018, apontam que cerca de 8% de meninos e meninas em todo o mundo são acometidas pela depressão, o que representa cerca de 180 milhões de crianças e adolescentes. De acordo com as psicopedagogas Cristina Palludetti e Kelly Justino Zago no blog Psicologia Viva, “a depressão em crianças pode ser ocasionada por uma disfunção dos neurotransmissores e neuroreceptores com influência de fatores genéticos e hereditários. O transtorno também pode ser ocasionado por fatores de natureza psicológica e emocionais”.

Em entrevista ao médico Dráuzio Varella a psiquiatra da infância e da adolescência, Sandra Scivoletto, alerta que “a criança tem grande dificuldade para expressar que está deprimida. […] Alguns aspectos do comportamento infantil podem revelar que a depressão está instalada. Por natureza, a criança está sempre em atividade, explorando o ambiente, querendo descobrir coisas novas. Quando se sente insegura, retrai-se o desejo de exploração do ambiente desaparece. Por isso, é preciso estar atento quando ela começa a ficar quieta, parada, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência, como o pai, a mãe ou o cuidador”.

E foi pensando na primeira infância da criança, nas relações que se estabelecem durante a gestação até os 6 anos de vida e a influência delas no desenvolvimento físico, emocional e social da criança, foi produzido o documentário “O Começo da Vida” em 2016.

O Começo da Vida

O longa-metragem (que pode ser acessado em formato de filme e série) é uma produção da Maria Farinha Filmes, por meio de uma parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Instituto Alana e Fundação Bernard Van Leer. O documentário reúne mães, pais, educadores e especialistas em desenvolvimento infantil de 9 países (Argentina, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália e Quênia) para discutir a influência das relações nos primeiros anos de vida no desenvolvimento físico, emocional e social da criança.

De acordo com a Agência Nacional de Cinema, ANCINE, “O Começo da Vida” se tornou o documentário brasileiro mais visto de 2016. Nos primeiros três meses de seu lançamento, mais de 178 mil pessoas assistiram o longa-metragem nos cinemas e em sessões especiais. A co-fundadora da produtora Maria Farinha Filmes, conta que o processo de criação e produção do filme começou “por passar um longo tempo estudando e pesquisando, para entender qual ângulo o filme deveria ter. Ficamos intrigados ao ler como as crianças não são determinadas apenas por seus genes, mas pela interação entre a genética e o ambiente em que elas crescem. […] Começamos então a escrever e a realizar o filme com um foco na importância das relações de amor entre bebês e mães, pais, irmãos, professores, avós e cuidadores.”

Você pode acessar o documentário por meio dos links a seguir:

* Site “O Começo da Vida”;

Clique aqui para acessar o filme completo;

Clique aqui para acessar a série.

* Netflix;

* Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Maria Teresa Xavier

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